Carlos Bracher, um resistente da pintura

Com mais de 50 anos de trabalho, exclusivamente dedicados à pintura, o mineiro de Juiz de Fora Carlos Bracher (1940) “atravessou com bravura os anos adversos” em que a pintura caiu em desprestígio, como explica o amigo e curador da mostra Olívio Tavares. Sem nunca ter aderido a nenhum movimento vanguardista, com propostas de utilização de novas técnicas, suportes e mídias, Bracher permaneceu fiel ao uso de telas, tintas, pincéis e cores.

As 79 obras em exibição retratam o universo da pintura de Bracher. Inspirada em Van Gogh, por quem tem grande admiração, o artista mineiro produziu uma série de 100 obras em homenagem à passagem do centenário da morte do gênio holandês. Na exposição podem ser apreciados alguns exemplares desse episódio e outros que, cronologicamente, percorrem todas as fases e temáticas vividas pelo pintor, da década de 1960 a 2009.

Sobre o artista
O pintor, desenhista e escultor Carlos Bernardo Bracher nasceu em Juiz de Fora, em 1940.
Freqüentou, em Juiz de Fora, a Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras e começou, na década de 50, dedicando-se à escultura. Como escultor, conquistou uma medalha de bronze no Salão Nacional de Belas Artes de 1960. Transferiu, em seguida, seu interesse para a pintura.

Como pintor, com o “Prêmio de Viagem ao Estrangeiro”, do Salão Nacional no Rio de Janeiro, em 1967, viveu durante dois anos na Europa, principalmente em Paris, para estudos. A partir de 1968 expõe com freqüência em importantes galerias de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Recife. Em 1980, recebeu o prêmio “Destaque Hilton de Pintura”, patrocinado pela Funarte e Souza Cruz, como um dos 10 artistas que mais se destacou no país, na década de 70.

No exterior, expôs em Paris, Roma, Milão, Roterdã, Haia, Londres, Auvers-sur-Oise, Lisboa, Évora, Pequim, Tóquio, Santiago do Chile e Miami. Sua pintura, de tendência fortemente impressionista, modificou-se no contato com a arte européia, evoluindo para uma forma mais elaborada, tratada com grande sentimento cromático.

Preços:

R$ 4,00 inteira e R$ 2,00 estudantes, com carteirinha
Gratuito para grupos agendados da rede pública, do ensino médio e fundamental, para estudantes até 12 anos, maiores de 60 anos e no primeiro domingo de cada mês.

Quando:

12 de junho a 29 de agosto
Terça a domingo, das 10h às 18h

Onde:

Museu Oscar Niemeyer (MON)
(Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico)



3 respostas para “Carlos Bracher, um resistente da pintura”

  1. Ros Ely David 30. jul, 2010 em 13:24

    Olá,
    tenho um quadro do Carlos Bracher, chamado “Interior”, pintado em 18.03.71, em Ouro Preto e preciso vendê-lo. Como faço?Podem me ajudar!!!

    Obrigada

  2. MIRNA LÚCIA PACHECO 13. jul, 2011 em 16:04

    Sou de Juiz de Fora e meu pai, Osório Pacheco foi grande admirador das obras de Bracher, assim aprendí admirar também os seus quadros. Tenho duas (02) naturezas mortas de Bracher – “GOIABAS” E “ROMÃS” – São Lindas! – gostaria de avaliar as peças e obter Certificado de Autenticidade. Como proceder?

  3. Odete Amaral 23. ago, 2011 em 17:02

    Tambem, preciso fazer uma avaliacao, para o segurode. de um quadro de natureza morta, que tenho desde 1980, pintado por Bracher. O quadro deve ter 100X80cm, com moldura larga clara, gosto muito e nao vou vender, so avaliar. Alguem pode dar uma dica de como chegar a um preco justo.